{"id":33567,"date":"2020-10-20T16:29:31","date_gmt":"2020-10-20T16:29:31","guid":{"rendered":"http:\/\/tinnitus-treatments.com\/frequencias-e-decibeis\/"},"modified":"2020-10-20T16:29:31","modified_gmt":"2020-10-20T16:29:31","slug":"frequencias-e-decibeis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/frequencias-e-decibeis\/","title":{"rendered":"Frequ\u00eancias e Decib\u00e9is"},"content":{"rendered":"<h1>Frequ\u00eancias e Decib\u00e9is<\/h1>\n<p>Os sons que ouvimos s\u00e3o o resultado da vibra\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica do ar \u00e0 nossa volta. Esta vibra\u00e7\u00e3o propaga-se atrav\u00e9s do ar sob a forma de ondas longitudinais. Os seres humanos, como muitos animais, sentem esta vibra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do sentido da audi\u00e7\u00e3o, que se encontra no ouvido.<br \/>\nA ac\u00fastica \u00e9 a ci\u00eancia que estuda os sons, e os dois principais par\u00e2metros utilizados para a descrever s\u00e3o as frequ\u00eancias e os decib\u00e9is.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-33191 aligncenter\" src=\"http:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/frequencies-and-decibels-300x198.png\" alt=\"frequencies and decibels\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/frequencies-and-decibels-300x198.png 300w, https:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/frequencies-and-decibels.png 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Altura sonora: a frequ\u00eancia.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vamos verificar o caso de um som &#8216;puro&#8217; ou simples, ou seja, composto por uma \u00fanica frequ\u00eancia.<br \/>\nA representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da onda sonora mostra uma sinusoidal que evolui com o tempo em ambos os lados da linha de intensidade 0.<br \/>\nO tempo decorrido entre o in\u00edcio e o fim de um ciclo \u00e9 chamado per\u00edodo.<br \/>\nA frequ\u00eancia \u00e9 definida como o n\u00famero de per\u00edodos por segundo, expresso em Hertz (Hz). Assim, por exemplo, 100 ciclos por segundo = 100 Hz.<br \/>\nO ponto mais alto da curva d\u00e1 a intensidade m\u00e1xima, neste caso o volume do som expresso em decib\u00e9is (dB).<br \/>\nOs sons que ouvimos diariamente s\u00e3o complexos porque consistem na soma de muitas frequ\u00eancias, tendo cada uma delas a sua pr\u00f3pria intensidade.<br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel decompor um som complexo no conjunto de frequ\u00eancias simples que o comp\u00f5em atrav\u00e9s de um processo matem\u00e1tico chamado Transformada de Fourier.<\/p>\n<h3>\nClassifica\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias:<\/h3>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da sua frequ\u00eancia, os sons s\u00e3o classificados em v\u00e1rias categorias:<br \/>\nAbaixo de 120 Hz: baixa frequ\u00eancia.<br \/>\n120 a 4000 Hz: m\u00e9dio alcance.<br \/>\nDe 4000 a 25000 Hz: agudos<br \/>\nAcima de 25000 Hz: ultra-s\u00f3nico.<\/p>\n<h3>\nE o ouvido humano?<\/h3>\n<p>Se o ouvido humano \u00e9 teoricamente suposto perceber frequ\u00eancias entre 20 Hz e 20 000 Hz, na realidade a experi\u00eancia mostra que existem grandes diferen\u00e7as entre os indiv\u00edduos.<br \/>\nQuando a idade aumenta, a percep\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias agudas diminui, fala-se de envelhecimento do ouvido.<br \/>\nMas mesmo para um ouvido jovem, a frequ\u00eancia m\u00e1xima aud\u00edvel \u00e9 vari\u00e1vel, entre 8.000 e mais de 20.000 Hz.<br \/>\nA padroniza\u00e7\u00e3o de dispositivos de alta fidelidade optou por ser limitada a uma largura de banda padr\u00e3o de 20 a 20.000 Hz.<br \/>\nAlguns animais t\u00eam capacidades auditivas muito mais elevadas do que os humanos. Os c\u00e3es, por exemplo, percebem ultra-sons at\u00e9 cerca de 45000 Hz.<\/p>\n<p>Mais sobre o ouvido humano aqui.<\/p>\n<h3>\nNotas musicais, oitavas e semitons<\/h3>\n<p>Tomemos o exemplo da nota A4, que corresponde a uma frequ\u00eancia de 440 Hz.<br \/>\nA escala musical definiu uma rela\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica entre frequ\u00eancias. Assim, a A3 corresponde a 220 Hz (440\/ 2) e a A5 corresponde a 880 Hz (440 * 2). Esta diferen\u00e7a entre duas notas A consecutivas \u00e9 chamada uma oitava.<br \/>\nUma oitava \u00e9 dividida em 12 semitons, que correspondem \u00e0s teclas brancas e pretas do piano.<\/p>\n<h3>\nFrequ\u00eancia fundamental e harm\u00f3nica.<\/h3>\n<p>Vamos tomar uma nota \u00fanica tocada no teclado de um piano.<br \/>\nVamos escolher a tecla A4, que corresponde a uma frequ\u00eancia de 440 Hz. Esta frequ\u00eancia \u00e9 chamada o fundamental da nota.<br \/>\nUma nota tocada num instrumento, como aqui a A4, \u00e9 complexa e composta de muitas frequ\u00eancias que se combinam para dar o som que ouvimos.<br \/>\nOs m\u00faltiplos inteiros do fundamental s\u00e3o chamados de harm\u00f3nicos. No nosso exemplo, 880 Hz, 1320 Hz, 2200 Hz s\u00e3o harm\u00f3nicos da nota A4.<br \/>\n\u00c9 a soma das frequ\u00eancias harm\u00f3nicas fundamentais e as frequ\u00eancias harm\u00f3nicas acrescentadas que produzem o som caracter\u00edstico do piano chamado timbre.<br \/>\nCada instrumento tem o seu pr\u00f3prio timbre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-33192 aligncenter\" src=\"http:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/tinnitus-and-the-ear-294x300.jpg\" alt=\"tinnitus and the ear\" width=\"294\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/tinnitus-and-the-ear-294x300.jpg 294w, https:\/\/tinnitus-treatments.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/tinnitus-and-the-ear.jpg 392w\" sizes=\"(max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Volume de som: o Decibel<\/h2>\n<p>O decibel (dB) \u00e9 a unidade utilizada para medir o volume de um som, que corresponde \u00e0 amplitude da nossa onda pura vista acima.<br \/>\nAdoptada na d\u00e9cada de 1920 nos Estados Unidos, esta unidade deve o seu nome aos Laborat\u00f3rios Bell e ao seu fundador.<br \/>\nA escala \u00e9 logar\u00edtmica, o que significa concretamente que quando a pot\u00eancia sonora \u00e9 multiplicada por 2, o n\u00edvel aumenta em 3 dB.<br \/>\nQuando a pot\u00eancia sonora \u00e9 multiplicada por 10, o n\u00edvel aumenta em 10 dB.<br \/>\nPor exemplo, um som medido a 43 dB ser\u00e1 percebido como duas vezes mais alto do que o mesmo som medido a 40 dB.<br \/>\nOutro exemplo: dois ru\u00eddos separados somados em conjunto, de um volume de 50 dB cada, dar\u00e3o em conjunto 53 dB e n\u00e3o 100.<\/p>\n<p>Os dB s\u00e3o obtidos por um c\u00e1lculo matem\u00e1tico relativamente complexo, e est\u00e3o tamb\u00e9m dispon\u00edveis em v\u00e1rias vers\u00f5es:<br \/>\n&#8211; O dB \u00e9 um n\u00edvel sonoro &#8216;te\u00f3rico&#8217; que s\u00f3 faz sentido a uma dada frequ\u00eancia.<br \/>\n&#8211; O dBA \u00e9 ponderado para ter em conta as peculiaridades do ouvido humano. De facto, o ouvido humano \u00e9 mais sens\u00edvel a frequ\u00eancias altas do que a frequ\u00eancias baixas. O dB(A) representa melhor o n\u00edvel sonoro global realmente percebido pelo ouvido.<br \/>\n&#8211; O dB FS (Full Scale) \u00e9 utilizado em \u00e1udio digital. Para simplificar as coisas, vem em duas vers\u00f5es.<br \/>\n&#8211; O dB HL (N\u00edvel de Audi\u00e7\u00e3o) \u00e9 especialmente adaptado \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de curvas de audiograma padr\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Existem ainda outras variantes, que s\u00e3o utilizadas em fun\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>\nAudiometria e teste de audiometria.<\/h3>\n<p>A audiometria \u00e9 uma ind\u00fastria que pertence ao campo da audiologia. Esta ci\u00eancia re\u00fane todos os m\u00e9todos, t\u00e9cnicas e meios necess\u00e1rios para medir o estado funcional dos percursos auditivos.<br \/>\nPara determinar os limites da percep\u00e7\u00e3o auditiva, deve ser realizado um teste audiom\u00e9trico. Este teste determina que frequ\u00eancias (em herz) ouvimos e abaixo de que intensidade (em dB) j\u00e1 n\u00e3o as percebemos.<br \/>\nTorna assim poss\u00edvel quantificar a perda auditiva.<\/p>\n<p>Para realizar o teste, \u00e9 utilizado um audi\u00f3metro, que gera frequ\u00eancias com intensidades diferentes. Para uma dada frequ\u00eancia, o operador ir\u00e1 gradualmente diminuir a intensidade at\u00e9 deixar de ouvir nada. Isto determina o seu limiar de audi\u00e7\u00e3o para a frequ\u00eancia, que ser\u00e1 representado por um ponto no audiograma.<br \/>\nO resultado obtido para todas as frequ\u00eancias testadas \u00e9 a curva audiom\u00e9trica ou audiograma.<br \/>\nO audiograma \u00e9, portanto, uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da sua capacidade auditiva.<br \/>\nO teste \u00e9 realizado separadamente para cada orelha<br \/>\nOs testes audiom\u00e9tricos negligenciam as extremidades da banda de frequ\u00eancia, limitando-se a testar a banda entre 125 e 8000 Hz.<\/p>\n<h3>\nOs diferentes n\u00edveis de perda auditiva.<\/h3>\n<p>&#8211; Perda auditiva ligeira &#8211; 20 a 40 dB de perda:<br \/>\nincapacidade de ouvir sons fracos, dificuldade de compreens\u00e3o em ambientes ruidosos.<br \/>\n&#8211; Perda auditiva m\u00e9dia &#8211; 40-70 dB:<br \/>\nincapacidade de ouvir sons fracos e moderadamente altos, grande dificuldade em compreender a fala, especialmente em ambientes ruidosos.<br \/>\n&#8211; Perda auditiva severa &#8211; 70-90 dB:<br \/>\nNecessidade de aparelhos auditivos, mesmo que alguns sons altos permane\u00e7am aud\u00edveis<br \/>\n&#8211; Perda auditiva profunda &#8211; 90 dB ou mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frequ\u00eancias e Decib\u00e9is: A fim de melhor compreender o zumbido, propomos neste post definir o som, e como este \u00e9 caracterizado e quantificado.<br \/>\nPara definir um som utilizamos dois par\u00e2metros que s\u00e3o a sua frequ\u00eancia, medida em Hertz (Hz) e a sua intensidade, medida em Decib\u00e9is (dB).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[186],"tags":[],"class_list":["post-33567","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-informacao-geral","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33567\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tinnitus-treatments.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}